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Carisma e

Espiritualidade

Carisma

A origem de nossa família no Carmelo e o sentido mais amplo de nossa vocação na Igreja, estão intimamente ligados à intensa vida espiritual de Santa Teresa de Jesus. O Carmelo tem uma missão na Igreja. Se a oração, a vida e o trabalho das irmãs Carmelitas Descalças Servas dos Pobres do Brasil não forem inteiramente consagrados ao serviço da Igreja, “pensai que não fazeis nem cumpris o fim para o qual o Senhor nos reuniu.” (Cam 3,10). Nossa família religiosa faz parte do único carisma do Carmelo que vivemos na nossa especificidade das “Servas dos pobres”, ajudando-nos mutuamente na perseverança à comum vocação e servindo à Igreja com a oração e as atividades apostólicas.

 

 

“Quem começou a rezar não deve interromper a oração, em que pesem os pecados cometidos. Com a oração poderá logo soerguer-se, ao passo que sem ela ser-lhe-á muito difícil. Não deixe que o demônio o tente a abandonar a oração por humildade”​.           (Lc 4,18)

Hino Pontifício -
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Espiritualidade

Na comunhão dos Santos, desenvolveram-se, ao longo da história da Igreja, diversas espiritualidades. As espiritualidades cristãs participam da tradição viva da oração e são guias indispensáveis para os fiéis. (CIC ; Art 3, 917). Sendo assim  a Espiritualidade das Irmãs Carmelitas Descalças Servas dos Pobres o Brasil é dirigida a espiritualidade de Santa Teresa.

 

UM POUCO DA HISTÓRIA DE SANTA TERESA

 

Teresa de Ávila, ou Teresa de Jesus, nome que assumiu no Carmelo, nasceu no dia 28 de março de 1515, em Àvila, Espanha. Seus pais foram Alonso Sanchez de Cepeda e Beatriz D’Ávila y Ahumada. Ela e seus irmãos tiveram esmerada educação cristã. Teresa ficou tão entusiasmada ao ler a vida de santos que, aos sete anos, programou fugir com o irmão Roderico para regiões onde cristãos eram martirizados. Mas a constante vigilância dos pais não permitiu que tal sonho se concretizasse.

Quando ela fez doze anos, sua mãe morreu. Teresa assumiu que Nossa Senhora passaria a ser sua mãe adotiva. Mas no despertar da adolescência, aos dezesseis anos, convivendo com primos e primas, foi atraída pelas vaidades humanas. Seu pai, muito preocupado, colocou-a para estudar em um colégio de agostinianos. Mas um ano e meio depois ela adoeceu e teve que voltar para a casa do pai, ainda sem ter dominado as tentações mundanas.
Começou, então, na vida dela, um período de experiências espirituais místicas. Foi um período em que ela ficou bastante atormentada, porque teve, alternadamente, visões e tentações. Ela chegou aos vinte anos e resolveu tornar-se religiosa. O pai, ainda preocupado, não concordou. Aí, novamente, ela planejou fugir. E dessa vez ela conseguiu, indo para o Convento Carmelita da Encarnação, em Ávila mesmo. Contudo, mesmo no Carmelo, ela não viveu em paz, pois continuou com seu relaxamento espiritual. Um ano depois, adoeceu novamente. Voltou a ter visões conversas com Deus, conforme ela mesma contou no seu livro. Um dia se sentiu tocada pelo olhar de uma imagem de Cristo. A partir daí, renovou suas forças, voltou seu antigo vigor espiritual. 
Em 1552 ela iniciou uma reforma nos carmelos espanhóis, desempenhando uma missão praticamente impossível para uma pessoa doente. Ela partiu de Ávila, nas mais variadas direções. Subiu e desceu montanhas, de convento em convento, sabe Deus como! Em 1560 teve a inspiração de um novo Carmelo, onde se vivesse sob as regras originais. Dois anos depois fundou o primeiro convento das Carmelitas Descalças da Regra Primitiva de São José, em Ávila, onde foi morar. Teve a colaboração de seu amigo São João da Cruz, reformador da parte masculina da ordem carmelita. Renovou os carmelos, construiu outros trinta e dois conventos carmelitas descalços, sendo dezessete femininos e quinze masculinos. Em 1576 ela enfrentou dificuldades muito sérias dentro da Ordem, por causa da rigidez de suas normas. As comunidades se rebelaram e Teresa foi afastada, indo morar recolhida em um dos conventos. Pensou, então, que havia terminado sua missão. Mas ela foi apoiada pelo rei Felipe II, com quem se correspondia por cartas. Em 1580, o Papa Gregório XIII declarou autônoma a província Carmelitana descalça. Nessa época ela pode contar
também com a assistência espiritual de Francisco Bórgia e Pedro de Alcântara. Doente
, morreu no dia 4 de outubro de 1582, aos sessenta e sete anos, no convento de Alba de Torres, Espanha. Foi beatificada em 1614, canonizada
como Santa Teresa D’Ávila, em 1622. O Papa Paulo VI, em 1970, proclamou Santa Teresa D’Ávila, Doutora da Igreja.